Holiday foi muito
   Jim  Ferrari  │     4 de abril de 2013   │     16:32  │  0

Não se fala mais em outra coisa. Desde que o pastor Silas Malafaia disparou sua metralhadora giratória em cima dos homossexuais muita gente começou a aparecer na mídia expressando sua opinião, numa tentativa, quem sabe, de chamar atenção para si, em meio a uma polêmica agora inflada por um tal Feliciano.

De lá para cá apareceram Rachel Sheherazade, Joelma do Chimbinha, Daniela Mercury, Yasmin BrunetMatheus Nachtergaele e outros – muitos outros.

Saudade de 1995, quando Falcão lançava Holiday Foi Muito – mais conhecida como “Homem é homem” –  seu maior sucesso. Ele falava da “viadagem congênita” e da “baitolagem adquirida” e todo mundo achava era graça.

O homem nasce sem maldade
Em parte nenhuma do corpo.
O homem é lobo do homem.
Isso explica a viadagem congênita
E a baitolagem adquirida.

Sendo assim, quem nunca
Queimou o anel quando menino,
Queimá-lo-á quando crescido.
Isso explica novamente a história
Da viadagem adquirida.

Porque homem é homem,
Menino é menino,
Macaco é macaco,
E viado é viado.
Homem é homem,
Menino é menino,
Político é político,
E baitola é baitola.

O indivíduo nasce, cresce
E adentra ao mundo social e político,
Filosófico e artístico.
Fica danado, letrado,
Inteligente e sabido.

Conhece tudo, explica tudo
E discute com bastante elegância
Os rumos da “catilogência”.
Fica suave, delicado e aberto
A novas experiências.

Nada de novo no front.
Despombalizado, leso,
A saída é a retaquarda.
Isso explica a evolução
Da perobagem adquirida…

Fica díficil um estudo,
Uma tese, uma analise
À luz da ciência:
O homem inteligente dá
Ou dá por que é inteligente?

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